Acesso à rede pela tomada elétrica pode estimular inclusão digital
31/08/2009 às 03h13m
RIO - A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou terça-feira passada as regras para utilização da rede elétrica para transmissão de dados, voz e imagem e acesso banda larga à internet usando tecnologia PLC (Power Line Communications).
Segundo a norma (http://oujdg.tk), a infraestrutura das distribuidoras de energia será compartilhada com empresas provedoras de acesso à internet, o que significará um importante estímulo à inclusão digital. Afinal, 95% da população brasileira têm acesso à eletricidade por intermédio de 63 concessionárias e 24 cooperativas, que levam energia a 63,9 milhões de unidades consumidoras.
Em termos do nosso bolso, um dos pontos positivos dessa novidade é que parte dos ganhos das distribuidoras com a locação da rede para transmissão de dados será aplicada no barateamento das tarifas elétricas que pagamos.
Outra vantagem é o acirramento da competição entre os provedores internet, pois a conexão via PLC começará a brigar com as formas de acesso já existentes - linha discada, DSL, via cabo, WAP e 3G. Para o consumidor é uma boa, pois, com a disputa, os preços podem cair.
Desde 2006 a ANEEL já vinha batendo cabeça com essa questão de regulamentação do PLC, que esteve em audiência pública de 12 de março a 13 de maio de 2009, período em que a agência recebeu 163 contribuições de agentes do setor elétrico e de telecomunicações, associações de classe e consumidores.
Com o PLC, a tomada elétrica que temos na parede em casa pode se tornar um ponto de rede de dados para o provedor de internet ou de TV por assinatura, por exemplo.
A princípio, as distribuidoras de energia não poderão ser provedoras de internet pois, de acordo com a lei, elas só podem prestar seu serviço original, qual seja, distribuição de energia. No entanto, como no Brasil sempre há um jeitinho, a própria norma prevê que elas poderão criar subsidiárias para essa finalidade.
Mas as distribuidoras poderão, sim, usar a tecnologia de transmissão de dados quando aplicada às atividades relacionadas à própria distribuição de energia elétrica. É o chamado "Smart Grid", que incorpora os serviços de telemedição, corte e religamento à distância, supervisão do fornecimento e da qualidade da energia, controle das perdas técnicas e comerciais e monitoramento remoto das redes elétricas.
Sempre na ânsia de bem servir, a DIGITAL se antecipa a um provável fluxo de detestável spam que poderá advir da aprovação da internet via PLC. É que, também desde 2006, circula via email um falso boato, atribuído a um professor português, dando conta de que a dita tecnologia "causa câncer e que, por isso, foi proibida na Alemanha, Itália, Japão e outros países". Não perca seu sono com isso. É tudo xaveco.
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