As redes socias e sites de compartilhamento de conteúdo viraram o alvo
segunda-feira, 22 de junho de 2009 09:10
As redes socias e sites de compartilhamento de conteúdo viraram o alvo dos países que censuram a internet em 2009. Com a proximidade das eleições no Irã, o país passou a bloquear sites de relacionamento, como o Facebook, MySpace e Orkut (que também era popular no país) e a sites de vídeo e fotos, como YouTube, Flickr, Photobucket e Metacafe.
Em março a China também chegou a bloquear o acesso ao YouTube e ao Twitter, além de blogs, próximo à data que marcou o 50º aniversário do levante no Tibete em 1959 (e dos protestos dos ocorridos no ano passado) e, no início de junho, próximo aos 20 anos dos protestos da Praça da Paz Celestial, em 1989.
Relatório
Nos últimos anos, o Irã tem expandido e aprimorado os mecanismos de
filtragem de sites para bloquear o acesso da população, mas o crescimento
do número de internautas a uma taxa anual de 48% nos últimos 8 anos fez
surgir uma das maiores e mais ativas blogosferas politizadas do mundo.
O cenário é descrito no último relatório divulgado na semana passada sobre a censura da internet no Irã, do instituto OpenNet Initiative (ONI), organização mantida por pesquisadores de universidades dos EUA, Canadá e Reino Unido.
A ONI conduziu testes nos maiores provedores de internet do Irã e concluiu que o país tem bloqueado o acesso principalmente a sites de defesa dos direitos humanos e das mulheres e às páginas de partidos de oposição ao governo.
Além disso, desde 2006 a conexão à web é restrita a 128 kilobits por segundo (Kbps). De acordo a Repórteres Sem Fronteiras, 17 blogueiros iranianos foram presos ou interrogados no ano passado.
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